Como fazer um planejamento financeiro para abrir seu próprio negócio?

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Abrir um novo negócio demanda tempo, dedicação, planejamento e, claro, dinheiro. Muitas vezes, toda a quantia que você tem disponível deverá ser usada para que você realize o sonho de ser dono do próprio nariz. Mas você sabe como fazer um planejamento financeiro para viabilizar a sua empresa?

Não se engane: por mais que você tenha recursos disponíveis, investir sem planejar fatalmente fará com que você não consiga manter a saúde financeira por muito tempo.

Por outro lado, o modo mais comum de abrir um negócio no Brasil é utilizar diferentes formas de financiamento para viabilizar o seu capital de giro. E, tanto em uma situação quanto na outra, o planejamento é fundamental.

Veja, abaixo, como você pode se preparar para fazer com que o seu negócio prospere no mercado e se torne a sua única e principal atividade profissional.

1. Defina o foco do seu negócio

Antes de pensar em abrir um negócio, você precisa saber qual é o foco dele. Qual o segmento de atuação? Que diferenciais oferecer? Quanto cobrar pelos produtos ou serviços?

Isso é muito importante para ajudá-lo na definição dos itens seguintes. Um bom projeto de negócio deve nascer com missão, visão e valores bem definidos. Veja as diferenças entre esses três conceitos:

  • missão: é a razão de ser da sua empresa. Por que você está abrindo o próprio negócio? A missão é muito importante para que você defina o seu posicionamento mercadológico;
  • visão: traz uma medida exata de quais são as suas ambições como empresário. A visão deve trazer, explicitamente, em que patamar você deseja ver o seu negócio no futuro;
  • valores: são conceitos que você traz dentro de si, como forma de orientar a sua atuação como empresário. Afinal de contas, a sua empresa terá a sua cara, não é mesmo? Palavras como honestidade, correção e ética estão entre as que podem definir os valores da empresa.

2. Faça o levantamento dos investimentos necessários

Agora que sua empresa já tem um direcionamento estratégico, chegou a hora de pensar no tamanho do investimento necessário.

A primeira coisa a avaliar é a estrutura física. É preciso pensar se será necessário ter um estabelecimento ou se a empresa poderá funcionar virtualmente. A partir daí, calcula-se valores necessários como aluguel, mobiliário, rede corporativa, entre outros.

O capital humano também faz parte dessa conta. Se você precisar de uma equipe, é preciso pensar em quantos funcionários e quais atividades poderão ser terceirizadas.

Com o cálculo exato do capital necessário para montar a empresa, chegou a hora de pensar em como consegui-lo.

3. Planeje o capital de giro

O capital de giro é o investimento que você faz no próprio negócio e que, no futuro, gerará os lucros necessários para você. Portanto, você precisa definir de que forma esses recursos serão obtidos.

As linhas de crédito para financiamento podem ser interessantes, e muitos bancos oferecem taxas de juros atrativas para quem está empreendendo. Mas é importante lembrar de dois fatores: o primeiro é que esse dinheiro é emprestado e, portanto, você precisará gerar negócios rapidamente para pagar o que deve. E o segundo é que os juros podem tornar o empréstimo mais caro do que você planejava.

Portanto, antes de recorrer a um financiamento, pense no seu volume de negócios e em quanto você será capaz de gerar para pagar as parcelas e ainda cuidar de todo o restante das despesas.

Caso você tenha recursos para investir, dê preferência a eles. Muitas pessoas vendem bens para conseguir viabilizar o negócio, o que pode ser uma boa opção, principalmente se você conseguir fazer a reposição deles depois.

4. Pense em cenários diferentes

Na hora de estabelecer um plano para o seu negócio, não considere somente o atual estágio da economia. Pense em cenários bons, razoáveis e ruins.

Afinal de contas, como estamos vendo todos os dias nos noticiários, os indicadores econômicos estão cada vez mais voláteis. O que pode parecer bom hoje, nem sempre é garantia de bom negócio amanhã.

Portanto, pense no seu negócio com mais de uma perspectiva para que você não tenha surpresas. O ideal, inclusive, é considerar sempre o pior cenário. Dessa forma, qualquer ganho em virtude de melhoras na economia já será lucro.

5. Calcule o prazo de retorno do investimento

Um dos indicadores de negócio mais importantes para você é o prazo de retorno do investimento feito. Afinal de contas, você está empregando todos os seus recursos na empreitada e espera que, um dia, eles voltem em dobro, não é mesmo?

Bom, a notícia inicial é que isso pode demorar um pouco para acontecer. Dependendo do seu segmento de negócio, o ROI (Retorno sobre o Investimento) pode ser de mais de um ano.

Por isso, é preciso que você calcule o quanto você é capaz de bancar a empreitada antes que ela comece a lhe gerar lucro suficiente. Esse cálculo é muito importante para que você tenha ideia do tamanho do seu negócio e da estrutura que será possível garantir inicialmente.

É bom lembrar que o ROI varia muito de acordo com a economia, com o investimento inicial e com a estrutura adotada. Portanto, é uma conta fundamental para você.

6. Faça a projeção e controle do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é o controle das receitas e despesas do seu negócio. Muitas pessoas se esquecem dele no início do empreendimento e, em geral, acabam sofrendo para manter a saúde financeira.

Por mais que você tenha caprichado nos itens anteriores, a execução do plano pode conter variáveis que não estavam na sua conta. E isso pode ser constatado pelo controle de fluxo de caixa.

Então, desde o início, adote o hábito de realizar essa gestão diariamente, para que você saiba como está o andamento das finanças e que tipo de mudança nos rumos é possível realizar.

Se deixar para depois, pode ser tarde demais.

E aí, viu só como fazer um planejamento financeiro eficiente para o seu negócio? Se você tem mais sugestões sobre o tema, participe deixando seu comentário aqui no post!

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