Empresários de BH acreditam em recuperação neste semestre

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Os empresários do comércio de Belo Horizonte estão confiantes em relação à retomada do consumo. Aproximadamente 60% acreditam em um melhor desempenho para o setor no primeiro semestre deste ano na comparação com a segunda metade de 2016. O resultado faz parte da pesquisa Expectativa de Vendas, elaborada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, que destaca: as promoções e liquidações continuam sendo a principal medida para recuperação e atração dos clientes.

O estudo mostra que elas serão utilizadas por 44,8% dos entrevistados, seguidas por ações de mídia e propaganda (12,5%), atendimento diferenciado (12,1%) e descontos em produtos específicos (8,3%). Os segmentos mais confiantes são tecidos, vestuário e calçados (48,1%), veículos e motocicletas, partes e peças (41,5%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (41,2%).

De acordo com a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, o otimismo/esperança foi o motivo citado por 63,3% dos empresários para justificar as boas perspectivas. “Essa percepção também está amparada na melhoria dos indicadores econômicos, como redução de juros e desaceleração da inflação. Alguns segmentos, por exemplo, as papelarias, costumam ter mais movimento nos primeiros seis meses do ano, o que foi explicitado em cerca de 10% das respostas”, ressalta.

 

A maioria das empresas (63%) registrou, em 2016, um segundo semestre pior do que o mesmo período de 2015, e 37,7% observaram queda no faturamento em relação à primeira metade do ano, contrariando, inclusive, a tradição do comércio. “Agora existe a expectativa de que as vendas irão ganhar fôlego, após um segundo semestre considerado insatisfatório para determinados setores”, completa Elisa. O Dia das Mães é a principal data comemorativa do período. Em segundo lugar, aparece o Carnaval, que superou o Dia dos Namorados, terceiro colocado, conforme o levantamento.

A forma de pagamento que deve sobressair no semestre é o cartão de crédito, modalidade apontada por 78,3% dos empresários. No entanto, a opção pelo parcelamento foi mencionada por 47,6%, contra 74,5%, na pesquisa da Fecomércio MG do ano passado. Já o uso do cartão de crédito para a quitação integral foi citado por 30,7% dos entrevistados; no mesmo período de 2016, representou apenas 3,9% das respostas, o que indica uma tendência dos consumidores de não adquirir dívidas

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