Como abrir uma franquia de corretora de seguros

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Mesmo em um período de instabilidade econômica, o mercado de seguros é um dos que mais cresce. Segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg), o setor cresceu 9,2% em 2016, para 239,3 bilhões de reais. E há espaço para explorar ainda mais esse mercado. A confederação espera que o ramo de seguros cresça até 11% em 2017.

No setor de franquias, algumas empresas do segmento oferecem oportunidades para novos empreendedores. Na maioria dos casos, tratam-se de corretoras de seguros que cobrem automóveis, residências e viagens. Isso porque o seguro de vida ainda não é muito realizado no Brasil: apenas 19% da população possui esse tipo de contrato, segundo estudo da Universidade de Oxford.

franquia de corretora de seguros

Dentro do universo das franquias, o mercado de seguros também apresenta números positivos. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de “Serviços e Outros Negócios”, na qual o ramo de seguros faz parte, cresceu 10% em faturamento no último trimestre de 2016, com promessas de aumento em 2017.

Ficou interessado? Preparamos um passo a passo para você abrir uma franquia de corretora de seguros. Confira!

Por que as franquias?

Empreender no mercado de seguros por meio de uma franquia é um dos caminhos mais fáceis para o sucesso. Isso porque você trabalha com a revenda de seguros dentro de um modelo consolidado e de uma marca que já é conhecida no mercado. De imediato, seu empreendimento ganha credibilidade.

Além disso, as redes oferecem aos franqueados diversas vantagens, como apoio de SAC, publicidade, assessoria de imprensa, treinamento de equipe, entre outras. É claro que essas vantagens dependem da franqueadora que você escolher.

Corretor de seguros

O corretor de seguros é responsável por intermediar a distribuição e a venda de seguros. De modo geral, esse profissional negocia serviços que protegem algum patrimônio (imóveis, carros, entre outros), assim como saúde ou seguro de vida.

Ele ainda presta uma assessoria ao cliente na avaliação de riscos, definindo o valor e a natureza do seguro, auxiliando o cliente na seleção da companhia seguradora que lhe ofereça as melhores condições de proteção, atendimento e custo. Por conta dessa proximidade com o cliente, são os corretores, ao invés das seguradoras, que têm a melhor capacidade de prospectar e atrair novos clientes, sendo uma espécie de ponte entre cliente e empresa.

Por ser um profissional totalmente independente, o corretor se difere do agente de seguros, que é um vendedor de seguros vinculado a uma seguradora. A vinculação do corretor é com o segurado que pode ser pessoas físicas ou jurídicas, a quem cabe pagar a comissão de corretagem.

O exercício da profissão de Corretor de Seguros depende da prévia obtenção do título de habilitação, concedido pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) , nos termos da lei. O Exame de Habilitação para Corretor de Seguros é aplicado pela Funenseg para as seguintes habilitações:

a) Habilitação para Corretor de Capitalização.
b) Habilitação para Corretor de Capitalização e Seguros de Vida e Previdência.
c) Habilitação em todos os ramos (para comercializar todos os tipos de seguros).

Segundo a Federação Nacional de Corretores de Seguros (FENACOR), existem aproximadamente 67 mil corretores ativos no país, dos quais 44 mil atuando como corretores independentes, como pessoas físicas, e 23 mil, como sociedades corretoras, como franquias, intermediando cerca de 70% dos seguros vendidos no Brasil.

O trabalho na sua franquia de seguros

Podemos dividir o trabalho em uma franquia de seguros em três:

1. Relacionamento com as Seguradoras e Operações: a corretora precisa conquistar a confiança das seguradoras para representar seus produtos e serviços. A partir dessas vendas, a corretora recebe comissões para cobrir suas despesas e gerar lucro. O relacionamento com as seguradoras é uma atividade permanente e faz parte da vida da corretora. Ela envolve todo o trâmite de formulários, aprovações e liquidações referente aos seguros comercializados pelo corretor e pode ocorrer através de contato pessoal, telefone, internet e entre outras.

2. Vendas e Relacionamento com Clientes: prospectar clientes, demonstrar os benefícios dos produtos e fechar vendas. Essa é a base do negócio da corretora. Manter clientes satisfeitos, dispostos a renovarem os planos de seguro, é o que sustenta a corretora. O cadastro de clientes reúne o histórico do relacionamento com cada um. A partir desses dados, inicia o processo de fidelização e ampliação dos negócios. Os cadastros indicam o potencial que cada cliente representa para a corretora e fornecem os dados para ações de pós-venda e manutenção da clientela.

3. Administrativo: o corretor terá que se preocupar com as atividades relacionadas à gestão do empreendimento, incluindo: Controle de contas a pagar e receber, controle da folha de pagamento, relacionamento com bancos e prestadores de serviços (assessoria contábil, manutenção de equipamentos, entre outras), desenvolvimento profissional, dentre outras.

Tipos de seguro

A matéria-prima de uma Corretora de Seguros é representada pelos produtos de seguros vendidos pelas seguradoras. No Brasil, segundo classificação da SUSEP, existem 97 ramos de seguros divididos em 16 grupos principais:

  1. Patrimonial – Seguros contra incêndio, roubo de imóveis, bem como seguros compreensivos residenciais, condominiais e empresariais.
  2. Riscos Especiais – Seguros contra riscos de petróleo, nucleares e satélites.
  3. Responsabilidades – Seguros contra indenizações por danos materiais ou lesões corporais a terceiros por culpa involuntária do segurado.
  4. Cascos (em run-off) – Seguros contra riscos marítimos, aeronáuticos e de hangar.
  5. Automóvel – Seguros contra roubo e acidentes de carros de responsabilidade civil contra terceiros e DPVAT.
  6. Transporte – Seguros de transporte nacional e internacional e de responsabilidade civil de cargas do transportador e do operador.
  7. Riscos Financeiros – Seguros diversos de garantia de contratos e de fiança locatícia.
  8. Crédito (em run-off) – Seguros de créditos a exportação e contra riscos comerciais e políticos.
  9. Pessoas Coletivo – Seguros coletivos de vida e acidentes pessoais, vida com cobertura para risco de sobrevivência prestamista e educacional.
  10. Habitacional – Seguros contra risco de morte e invalidez do devedor e de danos ao imóvel financiado.
  11. Rural – Seguros agrícola, pecuário, de floresta e de penhor rural.
  12. Outros – Seguros no exterior e de sucursais de seguradoras no exterior.
  13. Pessoa Individual – Seguros individuais de vida e acidentes pessoais, vida com cobertura para risco de sobrevivência prestamista e educacional.
  14. Marítimos – Seguros compreensivos para operadores portuários, responsabilidade civil facultativa embarcações e marítimos.
  15. Aeronáutico – Seguros de responsabilidade civil facultativa para aeronaves, aeronáuticos, responsabilidade civil de hangar e responsabilidade de explorador ou transportador aéreo.
  16. Saúde – é o seguro relacionado à um atendimento de saúde ao segurado.

Um exemplo de franquia de sucesso – Bidon

Fundada em 2011, a Bidon é uma rede de corretoras de seguros que trabalha com produtos e serviços das principais seguradoras. A rede de corretoras trabalha com produtos e serviços das principais seguradoras, oferecendo aos clientes seguros de vida, de veículos, de viagem, saúde, empresarial, entre outros.

Desde 2016 atuando no modelo de franquias, a empresa oferece ao franqueado a possibilidade de trabalhar em home based ou em uma sala comercial. Atualmente, são 100 unidades em operação.

Quanto à expansão das franquias, a Bidon tem um plano agressivo para os próximos anos. A marca pretende duplicar o número de unidades para 200 ativas até o final de 2017. A meta é ter 500 unidades em cinco anos.

Investimento total: R$ 11,99 mil a R$ 21,99 mil
Taxa de franquia: R$ 9,99 mil
Royalties: R$ 200 (fixo)
Faturamento médio: R$ 50 mil
Prazo de retorno: 3 a 12 meses

Dicas para o negócio de seguros

Com exceção dos seguros patrimoniais, e principalmente, o seguro de automóveis, os demais ramos de seguro ainda são pouco conhecidos pelos brasileiros. Há ainda a ideia de que fazer um seguro de vida ou de um bem é algo extremamente caro, o que não corresponde à realidade. Para mudar esta ideia os corretores de seguros têm papel importante.

Assim, o corretor de seguros deve atualizar-se sempre, através de participação em simpósios, seminários, cursos e treinamentos na sua área de especialização. É recomendável ainda, realizar treinamentos que capacite o empreendedor a desenvolver e/ou aperfeiçoar habilidades gerenciais, negociais, vendas, dentre outras.

Dentre as recomendações aos Corretores de Seguros constantes no Código de Ética da profissão, elaborado pela CNSeg, destacamos:

– Orientar e assessorar os seus clientes, de forma transparente, para a adequada proteção e cobertura dos seus riscos pessoais e patrimoniais, formulando suas propostas, baseando-se no estudo dos riscos, dentro das normas técnicas, informando-lhes aqueles excluídos e prestando-lhes todos os esclarecimentos que possam obter-se resultado útil na intermediação;

– Guardar absoluto sigilo em razão do exercício profissional, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes;

– Abster-se de dar pareceres ou emitir opiniões, sem estar suficientemente informado, autorizado e devidamente documentado.

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